domingo, 5 de outubro de 2014

É possível ressolar uma sapatilha de escalada com o bico furado ?

Ressolar sapatilhas nem sempre é uma ciência exata porque cada caso é um caso.
Uma pergunta frequente que recebo de escaladores é :
  • É possível ressolar sapatilha com o bico furado e com um pequeno descosturado no couro?
A resposta é : Sim é possível  ressolar!!
Inclusive eu possuo a máquina de costura ideal para esse tipo de costura e própria para isso na “Pardal Ressolas”
Porém um conselho que dou a todos os escaladores é :
Mas também não é para usar uma sapatilha até aparecer os cinco dedos do pé para fora com o bico aberto.
Veja abaixo a sequencia de fotos de como é feito o trabalho com uma sapatilha com o bico aberto.
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Foto : Lendro Pardal
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Foto : Lendro Pardal
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Foto : Lendro Pardal
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Foto : Lendro Pardal
http://blogdescalada.com/e-possivel-ressolar-uma-sapatilha-de-escalada-com-o-bico-furado-pardal/

Como Realizar Preparação Física para Escalada em Alta Montanha – Treinamentos


A preparação física para alta montanha depende do desenvolvimento de alguns componentes da aptidão física em diferente grau e intensidade.
Essa variação depende da especificidade da atividade e técnica a ser realizada.
tabela
No principio da individualidade do treinamento, todos os montanhistas necessitam dos mesmos componentes em diferente grau e intensidade
1. Resistência Aeróbica e Anaeróbica
Foto : Lisete Florenzano
Foto : Lisete Florenzano
Uma boa base cardiovascular é um pré-requisito para todos os aspectos no montanhismo.
Ela será responsável para manter atividades de longa duração por longas horas de caminhada diária, necessárias durante aproximação da montanha e acampamentos.
Esta capacidade aeróbica poderá ser desenvolvida ou aperfeiçoada por meio de caminhadas e/ou corridas na rua, parque ou em trilhas além de outras opções em academias ou clubes como:
  • esteiras
  • elípticos
  • escada
  • bicicleta.
A natação, bicicleta ou remo, mesmo não sendo tão específico para o trekking, poderá ser utilizado como alternativa dentro de um planejamento com objetivo de variação do trabalho cardiovascular, sem sobrecarregar as articulações.
Uma programação básica de treinamento incluirá no mínimo de 2 a 3 sessões semanais de treinamento cardiovascular, partindo com o mínimo de 30 minutos, com objetivo de chegar a 1h00/ 1h30.
Foto : Lisete Florenzano
Foto : Lisete Florenzano
Após criar uma boa base com as sessões de treinos aeróbicos de baixa a moderada intensidade (65% a 80% FCM – Frequência Cardíaca Máxima), comece a incluir e/ou substituir alguns treinos mais curtos e mais intensos (80% a 95% FCM).
Subida em escada ou treinos em esteiras utilizando inclinação é uma ótima alternativa.
Poderá realizar esses treinos com a sua mochila colocando algum tipo de sobrecarga.
Esse aumento deve ser gradativo (de 5 a 10% por semana), respeitando o seu limite. Atenção caso comece a sentir qualquer desconforto nas articulações ou musculatura.
No início poupe os seus joelhos, evitando utilizar muita sobrecarga na descida.
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Foto : Lisete Florenzano
Treinos intervalados com objetivo de desenvolver resistência anaeróbica serão fundamentais na sua preparação para a alta montanha.
Se possível nos finais de semana, opte por atividades e treinos outdoor, como trilhas de 1 dia, pois além de testar os seus equipamentos como botas, mochilas e bastões, proporcionará ao seu corpo uma adaptação bem específica para atividade.
2. Força e resistência muscular
O treinamento de força e resistência muscular é fundamental para prevenir lesões, aumentar a desempenho no meio natural além de ajudar o corpo trabalhar com sobrecarga (exemplo mochila e equipamentos).
É muito importante no início do treinamento identificar e corrigir desequilíbrios e fraquezas musculares com exercícios específicos. Exercícios com pesos livres, cabos, elásticos, bolas, aparelhos de musculação e até mesmo exercícios utilizando mochila com pesos, são responsáveis pelo desenvolvimento destas capacidades.
Foto : Cena do Filme High Tension
Foto : Cena do Filme High Tension
Dê preferência aos exercícios que possam desenvolver funcionalmente as 3 dimensões exigindo um maior equilíbrio corporal.
Uma programação inicial de treinamento incluirá 2 sessões semanais em dias alternados, trabalhando todos os grupos musculares.
Posteriormente poderá segmentar os grupos musculares, passando para 3 vezes por semana.
Inicie com foco em criar uma boa base e adaptação muscular e articular, evitando assim alguma lesão futura e uma possibilidade de trabalho mais intensos.
Foto : Cena do filme New Perspective
Foto : Cena do filme New Perspective
Enfatize o trabalho do CORE (abdômen, lombar e quadril).
Em uma fase seguinte, desenvolva o trabalho de força com exercícios que envolvam vários grupos musculares com uma maior sobrecarga, mas de forma segura.
Na última fase, inclua um treinamento com foco na resistência aumentando o nº. de repetições com carga mais moderada.
Lembre-se que quanto mais intenso for o treinamento, maior deverá ser o tempo de recuperação.
3. Flexibilidade
Os exercícios de alongamentos além de melhorar a flexibilidade, também ajudam na prevenção de lesões e desconfortos musculares depois de uma sessão de treinamento mais intenso.
Ele também auxilia no equilíbrio muscular.
Foto : Lisete Florenzano
Foto : Lisete Florenzano
Após toda sessão de treino inclua uma série básica e geral de alongamentos (de 10 a 15 min) com objetivo de recuperação muscular.
Poderá incluir 2 dias na semana com sessões mais longas e intensas de alongamento com foco no ganho de flexibilidade.
Não se esqueça de pedir orientação para um educador físico.
Ele irá conhecer a sua real necessidade, e orientará melhor tipo de exercício, frequência, duração e intensidade nos treinos.
Fico a disposição para qualquer esclarecimento.
Bons treinos!!!

Autor: Ricardo Lima

Prof. Ricardo Lima é graduado pela USP – Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. Atua como personal trainer a mais 19 anos, tendo trabalhado como professor e coordenador nas maiores academias de São Paulo como Cia Athletica, Bio Ritmo e Runner. Fez várias especializações e cursos, em destaque:
– Especializações e cursos na área de preparação física e treinamento funcional
– Especializado em preparação física em esporte de aventura (escalada, trekking, ski, mountain bike)
– Cursos de primeiros socorros pela Cruz Vermelha, sobrevivência na Selva e escalada em gelo.
É praticante de montanhismo e mountain biking. Possui grande experiência em viagens de aventura tanto no Brasil quanto no exterior:
– Parques Nacionais no Brasil: Chapada dos Veadeiros, Chapada dos Guimarães, Chapada da Diamantina, Foz do Iguaçu;
- Parques Nacionais Americanos: Yelowstone, Grand Teton, Yosemite, Sequoia, Mesa Verde, Rocky Montains,Grand Canyon, Kings Canyon,Death Valley;
- Himalaya: Trekking Kala Pattar e Gokyo;
- Peru: Trekking Cordilheira Blanca, Huayhuash, Campo Base Alpamayo, Escalada no Diablo Mudo, Escalada Ishinca;
- Equador: Escalada Iliniza Norte, Escalada Cotopaxi, Glacair School – Cayambe.
http://blogdescalada.com/como-realizar-preparacao-fisica-para-escalada-em-alta-montanha-parte-2/

Entenda o que é “O mal da Altitude”


Foto: viajerosporelmundo.com
O mal da montanha, também conhecido como mal de altitude ou AMS (Altitude Mountain Sickness), é uma condição patológica relacionada com os efeitos da altitude em humanos, causada por uma baixa taxa de oxigênio. Ocorre normalmente acima dos 2400 metros.
Muitas vezes as pessoas não levam isso a sério, quando planejam ir em uma escalada ou mesmo caminhada em altitude. Mas é um assunto extremamente importante e quanto mais informações sobre isso, melhor.
É difícil determinar quem será afetado pelo mal de montanha, uma vez que não há fatores específicos relacionados a quem vai sofrer da doença.
Pessoas bem condicionadas fisicamente podem sofrer os sintomas, assim como pessoas não tão bem preparadas. Contudo, a grande maioria das pessoas é capaz de subir até aos 2400 m sem dificuldade.
Foto: Acervo pessoal Lisete Florenzano
Foto: Acervo pessoal Lisete Florenzano
Vamos entender melhor a questão do “ar rarefeito”. A porcentagem de oxigênio no ar é de 21%, e permanece praticamente inalterada até os 21.000 m.
No entanto, é o número de moléculas de oxigênio, por determinado volume, que cai com aumentos de altitude – isto é, o ar é menos denso.
Para exemplificar: vamos supor que na inspiração enchemos os pulmões com o volume de 1 litro de ar.
No nível do mar ou em altitude, encheremos os pulmões com esse mesmo volume, 1 litro. Mas na altitude, como o ar é menos denso, o número de moléculas de O2 é menor para aquele volume de 1 litro de ar. Assim, teremos menor disponibilidade de moléculas de O2 nos pulmões…
Consequentemente, a quantidade disponível de oxigênio para manter a agilidade mental e física diminui.
Os sintomas do mal de altitude incluem fadiga, dores de cabeça, enjoo, tonturas e distúrbios do sono. Aumento na frequência cardíaca e frequência respiratória é uma adaptação normal de nosso corpo ao aumento de altitude, e não deve ser relacionado, de modo geral, com o AMS.
Foto: Acervo pessoal LIsete Florenzano
Foto: Acervo pessoal LIsete Florenzano
Alguns fatores podem contribuir para o AMS. A desidratação é um desses fatores. Em altitudes elevadas, nosso corpo perde muita água e uma das principais preocupações do montanhista é a ingestão de líquidos.
Em média, tomamos mais de 4 litros de líquidos num dia normal de escalada em montanha.
A taxa de subida, altitude atingida, intensidade da atividade física em altitude elevada, bem como a susceptibilidade individual, são outros fatores importantes a serem considerados.
Todos já devem ter ouvido falar sobre aclimatação… É aqui que entra a taxa de subida, que deve ser considerada quando vc faz o planejamento logístico da escalada de uma montanha. A não ser em casos extremos, deve-se seguir a regrinha: climb high, sleep low (suba alto, durma baixo).
Numa boa logística de aclimatação, considera-se subir no máximo 600 m (desnível vertical) no dia. Nessa nova altitude, deve-se permanecer ao menos duas noites para que seu corpo se adapte. Isso não significa ficar na barraca o dia seguinte inteiro, mas sim subir um pouco mais, o que chamamos de “caminhada de aclimatação”, e voltar a dormir na altitude alcançada.
Assim, por exemplo, vc chegou a 3.600 m. No dia seguinte, se estiver se sentindo bem, é recomendável uma caminhada onde alcance uma altitude um pouco maior, por exemplo 3.900 m. Mas deve dormir novamente a 3.600m. Por isso é que se diz que a doença das alturas geralmente ocorre após uma subida rápida… é quando não se levou em consideração a aclimatação e o corpo não teve esse tempo de adaptação à nova altitude.
Na maioria destes casos, os sintomas são temporários e normalmente diminuem com a adaptação à altitude. Os sintomas geralmente manifestam-se de seis a dez horas após a subida (quando vc chegou a uma nova altitude) e, geralmente, desaparecem em um ou dois dias.
Portanto, se alguém apresentar os sintomas, essa pessoa não deve ganhar altitude.
Deve sim permanecer na mesma altitude até os sintomas desaparecerem. Se os sintomas se agravarem (dor de cabeça cada vez mais intensa, vômito, perda do equilíbrio), essa pessoa deve ser levada para uma altitude mais baixa o mais rápido possível.
O mal de montanha pode evoluir para um quadro bastante grave, o edema pulmonar de altitude (HAPE ou High Altitude Pulmonary Edema) ou um edema cerebral de altitude (HACE ou High Altitude Cerebral Edema), ambos potencialmente fatais. Isso normalmente acontece quando uma pessoa com os sintomas do AMS continua a ganhar altitude ou quando os sintomas do AMS se agravam e a pessoa não desce imediatamente.
Foto:  Club Acivro
Foto: Club Acivro
No edema cerebral em altitude há o acúmulo fluidos nessa região, e quase sempre se inicia a partir do Mal de Altitude agudo.
Sintomas normalmente inclui aqueles do AMS (dores fortes de cabeça, náusea, vômito, insônia, fraqueza, perda de equilíbrio…) além de perda da coordenação e diminuição do nível de consciência incluindo desorientação, perda da memória, alucinações, comportamentos irracionais.
Os perigos do HACE são acentuados pela tendência das vítimas em negar ter qualquer problema. Elas geralmente não recebem tratamento até realmente colapsar ou ter sintomas tão sérios que obriguem outros a intervir.
O HAPE também se inicia, geralmente, a partir do AMS. Há o acúmulo de líquido nos pulmões.
Os sintomas principais são: dificuldade em respirar em descanso, tosse (pode ter secreção), muita fadiga.
Tanto o HAPE quanto o HACE pode progredir rapidamente e muitas vezes é fatal, se não houver nenhuma atitude no sentido de reverter essas doenças.
Subir lentamente é a melhor maneira de evitar a doença das alturas. Para isso, é preciso um bom planejamento para sua escalada ou trekking em altitude, considerando dias de descanso para a aclimatação.
A administração de oxigênio e medicamentos podem temporariamente aliviar os sintomas e facilitar a descida da vítima, que é absolutamente necessária por ser a única ação capaz de reverter o HACE ou HAPE.
Bolsas hiperbáricas são muito eficientes em conjunto com medicamentos, mas não revertem o quadro dessas doenças. São mais uma ferramenta para aliviar os sintomas da doença e facilitar a descida da vítima. O único tratamento confiável é: DESCER!
Foto: Acervo pessoal Lisete Florenzano
Foto: Acervo pessoal Lisete Florenzano
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/High-altitude_pulmonary_edema, http://en.wikipedia.org/wiki/High-altitude_cerebral_edema, http://en.wikipedia.org/wiki/Altitude_sickness
http://blogdescalada.com/o-mal-da-altitude/

Uso de costuras : De que lado tem de estar o gatilho do mosquetão ?

Foto: Soloboulder
Foto: Soloboulder
Principalmente quando estamos começando a praticar escalada esportiva, no dia que temos uma travessia em uma via que estamos escalando vem a dúvida : o mosquetão da costura tem de estar virado para qual lado.
O mosquetão superior (o que está na chapeleta) a princípio é indiferente a importância para que lado está o gatilho, e sempre é colocado em função de como vem a costura de fábrica.
Alguns fabricantes como a Petzl tem os gatilhos dos dois mosquetões da costura virados para o mesmo lado enquanto outras marcas são virados para os lados opostos.
Mas o mosquetão inferior é que levanta a dúvida para qual lado tem de estar virado.
Se estamos progredindo verticalmente, é indiferente para qual lado está virado.
Foto: Soloboulder
Foto: Soloboulder
Entretanto quando estamos escalando mais à esquerda ou à direita da chapeleta é quando temos de ter cuidado.
Se estamos indo mais à direita da chapeleta o gatilho do mosquetão tem de estar virado para a esquerda, se estamos escalando para à esquerda, o gatilho deve estar virado para à direita.
Foto: Soloboulder
Foto: Soloboulder

Uma pergunta sempre é levantada quando se ensina esta regra é : Porque é assim?

Se o gatilho do mosquetao está virado para o lado de onde está escalando, o gatilho pode encostar na rocha, ou algo saliente e assim ficar semi-aberto reduzindo a resistência do material em aproximadamente 66%.
Sim, é uma possibilidade remota, mas acontece.
Foto: Soloboulder
Foto: Soloboulder
Uma outra possibilidade é a corda apoiar-se no gatilho durante uma eventual queda, e o gatilho abrir provocando uma queda como se a costura nem existisse.
Os desenhos acima são auto explicativos.
Sempre que avistar alguém costurando errado, chame a sua atenção, pois o risco de acidente aumenta exponencialmente.
Tradução autorizada de: http://soloboulder.com/hacia-que-lado-tiene-que-mirar-el-mosqueton-inferior-de-una-cinta-expres/
http://blogdescalada.com/uso-de-costuras-de-que-lado-tem-de-estar-o-gatilho-do-mosquetao/

Aprenda a melhor respiração na atividade física : boca ou nariz


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Foto : http://www.fixyourrun.com
Existe alguma diferença de rendimento entre respirar pelo nariz ou pela boca? Qual a melhor opção?
Existe uma combinação enorme de fatores que afetam diretamente o funcionamento e a manutenção da saúde do organismo humano. Seria uma missão quase impossível enumerar todos os fatores porque cada ser humano acaba influenciado de maneira distinta segundo a sua individualidade biológica, mas a forma como cada um se relaciona com esses fatores será crucial para determinar a qualidade de vida de cada indivíduo.
Entre os principais fatores estão o sono, a nutrição, prática de atividade física, a respiração, nível de estresse, relação intra e interpessoal, tempo de lazer, relação com a natureza, qualidade dos pensamentos, momentos de relaxamento, etc.
Cada um dos fatores acima citados tem a sua devida importância, mas como o assunto hoje é respiração será dela que vamos tratar. Muitos de vocês provavelmente já devem ter escutado a afirmação de que é muito importante respirar pelo nariz, mas com certeza poucos se indagaram o que está por trás dessa afirmação.
Hoje você irá descobrir se existe realmente alguma diferença entre respirar pelo nariz ou pela boca e quais suas razões.

Aprenda a respirar

Foto : http://www.globalfit.com
Foto : http://www.globalfit.com
Primeiramente, antes mesmo de falar sobre a respirar pelo nariz ou boca em si, é importante salientar que infelizmente uma grande parte das pessoas sequer observa a forma como está respirando, fazendo com que o ato da respiração se torne um mecanismo totalmente involuntário, quando em realidade ele é o único processo fisiológico do organismo que é duplamente voluntário e involuntário.
Então qual é a importância de fazer com que a respiração seja um ato voluntário?
O organismo humano possui uma inteligência biológica intrínseca muito sofisticada que regula suas funções vitais, mantendo seu funcionamento da forma mais eficiente possível com o menor gasto energético.
Falando do sistema respiratório, existe um ambiente ideal de temperatura e umidade do ar para que os pulmões realizem a absorção de oxigênio de forma mais eficiente.
Então, morfologicamente o nariz tem funções específicas que a boca não desempenha, pois além de filtrar as partículas sólidas suspensas no ar, ele também faz o umedecimento e aquecimento do ar inspirado, possibilitando uma maior absorção de oxigênio pelos pulmões quando se comparado ao ar inspirado diretamente pela boca.
Só por esse fato temos razões de sobra para respirar pelo nariz, pois dessa forma já garantimos uma barreira eficiente para a entrada de agentes infecciosos como vírus, fungos e bactérias, diminuindo a probabilidade de infecções respiratórias além de garantir uma maior oxigenação do cérebro. Existe também um grupo de pessoas que apresenta dificuldade em respirar pelo nariz por apresentarem alguma patologia ou variação anatômica, como rinite, sinusite, desvio de septo, etc.
Para essas pessoas é de extrema importância praticar exercícios de respiração frequentes e principalmente buscar acompanhamento médico para saber se a dificuldade respiratória é a causa ou o efeito de alguma patologia.
Outra questão muito importante é que o ato de respirar também está diretamente ligado com nosso estado interno (também conhecido estado de espírito), ou seja, existe uma conexão profunda na forma como nos sentimos e a forma como respiramos. Acredito que a grande maioria de vocês já vivenciou uma situação onde isso pode ser comprovado, como por exemplo, quando nos vemos numa discussão com alguém.
Se por ventura a discussão começa a se inflamar muito e o estado interno passa a manifestar mais agressividade, gradativamente o tom de voz aumenta, as palavras começam a sair cortadas, o coração dispara e os ciclos respiratórios se tornam mais curtos e acelerados.
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Foto : http://www.westcoasthashhouseharriers.com
Ou o contrário, quando alguém ou alguma coisa persiste veementemente para alterar o seu estado interno e aquela iminente explosão de raiva devastadora é contida com um bom e profundo suspiro.   Portanto a respiração também é uma ferramenta poderosa e uma grande aliada para percepção do estado interno e o equilíbrio entre o corpo e mente. Dito tudo isso, creio que de agora em diante não seja nem preciso perguntar qual a melhor forma de respirar quando se trata de prática de atividade física, certo?
Pode até parecer uma coisa boba, mas ter uma técnica de respiração correta faz com que o praticante ganhe em rendimento praticamente em todas as modalidades esportivas, tanto que atualmente quase todos os atletas de alto rendimento, independente da modalidade, fazem exercícios respiratórios ou yoga para complementar seus treinos.
Quem não se lembra da ênfase dada pela mídia na copa do mundo sobre os segredos da equipe multidisciplinar e as aulas de yoga da seleção Alemã?
Com exceção de alguns esportes aquáticos, como a natação, por exemplo, onde por exigências da própria modalidade o praticante é obrigado a respirar pela boca, em todas as outras práticas esportivas é desejável que a respiração seja feita preferencialmente pelo nariz, principalmente aquelas de predominância aeróbica (como caminhada, corrida, ciclismo, big wall, etc).
Durante as práticas predominantemente aeróbicas, o organismo precisa inspirar uma quantidade grande de ar pelo fato de a maior parte da energia utilizada nas contrações musculares ser gerada através do oxigênio, por isso é desejável que a respiração seja feita pelo nariz, onde esse aporte é maior.
Porém, existem ocasiões onde a quantidade de esforço se torna demasiada e fica impossível respirar somente pelo nariz, passando a utilizar também a respiração bucal, o que não é errado.
O mais importante ao praticar atividade física é ter consciência corporal para perceber quando a carga de trabalho está adequada com capacidade do organismo de suportá-la, pois caso sua respiração não atenda a demanda de oxigênio, o corpo inevitavelmente entrará num estado de fadiga e a atividade terá de ser interrompida.
Espero que vocês tenham gostado e dirimido as possíveis dúvidas com relação à respiração.
Caso ainda reste alguma dúvida, entre em contato e pergunte.
Um abraço a todos, bons treinos e até o próximo artigo!
http://blogdescalada.com/aprenda-a-melhor-respiracao-na-atividade-fisica-boca-nariz/

Como escolher Botas de caminhada

046_These_boots_were_made_for_swimming[1]Para uma atividade na natureza é necessário estar preparado para evitar contratempos.
O erro mais comum em ambientes de esportes de natureza são calçados não recomendados para a atividade.
A escolha de um calçado deve ser planejada, assim como toda a “aventura”.
Arriscar-se a ir realizar trilhas com tênis de corrida de rua ou de esportes de quadra , e até mesmo os estilosos “all star”, demonstra falta de experiência.
Caso tenha um calçado com salto alto e desejar estrear fazendo atividades de natureza, você necessita rever seus conceitos urgentemente.
Antes de entender cada particularidade de uma bota de caminhada, é importante saber que existem calçados ditos “esportivos” para a cidade e existe para as atividades de esportes de natureza.
Os critérios de escolha da bota de caminhada deve ser condicionada , como todos os equipamentos outdoor, ao local e frequencia de uso.
Existem botas de caminhada para diversas situações, e cabe ao usuário analisar com cuidado.
Tipos de Pé
pisadas[1]Procure saber qual o tipo de pé que você possui.
Algumas lojas mais equipadas possuem aparelhos que analisam a sua pisada, e o tipo de pé que cada cliente.
Para cada tipo de pé existe um modelo específico de bota.
Basicamente existem 3 tipos de pé : plano (conhecido também como chato), neutro (também conhecido como comum) e cavo.
  • Pé plano
Os portadores de pé plano se cansam com mais facilidade e devem procurar um calçado com maior controle de passada.
Em geral cada fabricante especifica se seu produto possui ou não tal característica.
  • Pé Neutro
Os portador de pé neutro possuem mais tendência à “virar o pé” (torcer o tornozelo), e por isso devem procurar botas com maior controle de estabilidade.
  • Pé cavo
Os portadores de pé cavo possuem em geral os pés mais inclinados para a parte de fora, e por isso devem procurar maior amortecimento para suavizar o impacto de cada passada.
Tamanho
Toda bota de caminhada deve ser usada com uma meia apropriada para caminhadas longas. hiking-woman-with-trekking-boots-on-the-trail-thumb25270261[1]
Nunca, sob qualquer hipótese, use botas de caminhada com meias sociais.
Meias de caminhada possui uma alta espessura, o recomendável portanto é que se adquira botas com uma numeração maior do que a seu pé possui.
Um exemplo : se você usa usualmente numeração 40, a bota de numeração a ser comprada é 41.
Não é incomum o uso de duas meias, ou meia com tornozeleira.
Ao experimentar procure sempre fazer movimentos de subida e descida em uma rampa.
Neste tipo de teste você conseguirá saber o grau de conforto do produto.
A grande vantagem de se usar uma bota é que a proteção ao tornozelo é grande.
Portanto toda e qualquer bota de caminhada DEVE possuir reforço rígido no tornozelo.
Solado
229617_24578_XL[1]O solado de uma bota de caminhada é um assunto delicado e que levanta muita polêmica.
Uma sola de bota de caminhada deve ser grossa, isso não resta dúvida.
Se a bota possuir uma espessura pequena provavelmente pode significar que é um produto de baixa qualidade .meindl-boot-sole[1]
O tipo de borracha de sua sola também deve ser sempre avaliado.
Botas que possuem solado da marca “vibram” possuem boa reputação no mercado, e é usado largamente em produtos de qualidade.
Existem , entretanto, outros tipos de borracha e é importante pesquisar antes (e não apenas confiar em vendedores) para verificar cada tipo de avaliação que aquele marca de solado teve.
Importante também é não confiar em guia de equipamentos publicados em revistas, estes servem apenas de referência.
Materiais
Neste ponto está o principal segredo de uma bota de caminhada de qualidade.
Basicamente existem três tipos de revestimentos : couro, sintético, misto.
  • Revestimento de couro
difference-hiking-shoes-hiking-boots[1]Deve ser evitado o seu uso por todo e qualquer praticante que se intitule vegetariano.
O couro bovino possui excelente resistência à abrasão.
Possui boa respirabilidade, e em certas circunstâncias bom rendimento de impermeabilidade.
Tem como ponto negativo o seu peso.
Uma bota de 100% couro seguramente terá peso maior do que um produto em couro sintético ou misto.
Para climas mais frios, a bota de couro possui melhor performance no aquecimento dos pés.
  • Revestimento sintético
Tem como principal vantagem ser bastante leve e possuem boa respirabilidade. 282872_ts[1]
Como desvantagem possui baixa resistente à abrasão, desgastando com facilidade.
Por isso possuem vida útil menor do que as de couro.
Necessitam de aplicação de película impermeabilizante.
Em clima frio, acaba por ter um rendimento inferior às botas de couro.
Revestimento Misto
Como o prório nome já diz, o revestimento possui tanto material sintético, como couro.
Por possuir couro, também deve ser evitado por quem se intitula vegan ou vegetariano.
Proteção aos tornozelos
18611355_135962_full[1]Um dos principais motivos de se escolher uma bota para caminhar, é a proteção aos tornozelos.
Toda e qualquer bota deve ter reforço rígido nos tornozelos, para a proteção contra torção.
Uma bota que não possui proteção rígida interna para prevenção de torção deve ser descartada de imediato.
Respirabilidade e Impermeabilidade
Uma boa bota de caminhada deve possuir boa respirabilidade. goreTexLrg[1]
Botas que possuem respirabilidade ruim, transformará o pé de seu usuário em um ensopado, criando bolhas tão grandes quanto o arrependimento da escolha.
Para garantir este tipo de propriedade são aplicadas diversos tipos de películas protetoras, provenientes de tratamentos químicos.
O pioneiro neste tipo de produto é a GoreTex, um produto que após aplicado confere impermeabilidade e respirabilidade ao tecido.
Pela qualidade apresentada, criou-se uma reputação quase inabalável desta marca.
Por isso um produto semelhante com ou sem a aplicação de Gore-Tex possui uma discrepância de preço alta .
Existem outros equivalentes no mercado, porém ainda não possuem a qualidade do GoreTex.
Já estão disponíveis no mercado botas com tratamento de íons, que confere ainda respirabilidade e impermeabilidade alta.
Tipos de botas
  • Botas Militares
coturno-tatico-militaroperacoes-especiais-force-militar_MLB-O-2595984530_042012[1]Popularmente conhecida como coturnos, são totalmente revestida em couro, alguns modelos cordura (tecido resistente à abrasão) e não tem como item primordial o design.
Ao contrário do que é largamente divulgado por leigos, este tipo de calçado não é indicado para o uso de atividades outdoor.
Com peso muito acima do indicado, pouca respirabilidade entre outros aspectos pode fazer com que o uso deste tipo de equipamento crie bolhas nos pés.
É indicada para estar na moda heavy-metal ou punk, mas não para atividades de esporte de natureza.
O motivo é bastante simples : elas foram projetadas para os soldados, não para os civis.
Apesar de muito estilosos os coturno servem apenas como adorno e não como equipamento outdoor.
  • Botas simples
As botas simples de caminhada constituem na maior quantidade de produtos disponíveis no mercado.5027-451_BAR09_view1_1000x1000[1]
Por ter um número grande de fabricantes no mercado, é necessário realizar uma pesquisa pela confiabilidade da marca, e a credibilidade de cada material do produto.
O uso deste tipo de botas é indicado para caminhadas longas ou curtas, e com altitude uso não ultrapasse 4.000 m
Botas Duplas
São botas rígidas e de robustez altíssima utilizada por praticantes de alta montanha. Por possuírem propriedades projetadas para situações extremas, não são baratas.
l_201860_f05_000[1]É imprescindível que uma bota dupla seja impermeável e que isole todo o frio.
Estima-se que é necessária uma bota dupla a partir de 4.500 metros acima do nível do mar.
Caso o usuário tenha uma resistência maior ao frio, este valor pode ser em torno de 5.000m acima do nível do mar.
Para altitudes acima de 6.000 m acima do nível do mar é recomendável o uso de polainas com isolamento térmico
Como escolher uma bota de caminhada?
Para escolher uma bota de caminhada procure saber qual será o uso que irá destinar sua aquisição.
Se você é um usuário ocasional, e até mesmo sazonal, não há necessidade de botas com revestimento gore-tex por exemplo.
Porém para todo e qualquer bota de caminhada a ser escolhida, procure sempre um solado de qualidade.
Uma outra boa prática a se ter é não se impressionar demais com a beleza estética do produto.
Muitas vezes as marcas “mascaram” produtos inferiores com um design visual agressivo e “cool” para que ele seja vendido.
http://blogdescalada.com/como-escolher-botas-de-caminhada/

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Saltinho do Ribeirão do Meio são jose dos pinhais - PR




Saltinho do Ribeirão do Meio
Nome: Saltinho do Ribeirão do Meio
Localização: Saltinho da Malhada, no final da estrada Demétrio João Kotezias, a 30 km do centro de São José dos Pinhais. Conhecida também como cachoeira do Pedro Augusto (nome do antigo morador).
Acesso: pela 376 até a Malhada pela rua Antonio Grebogi, seguindo pela Demétrio João Kotezias são 6 km de estrada de chão até a propriedade conhecida como “Fazenda do Turco”.
Caminhada leve: aproximadamente 40 minutos até a cachoeira.
Descrição: Cachoeira com cerca de 50 metros de altura. Ótima para rappel (ancoragens naturais). Não possui local para banho.

Texto: Álvaro Crovador